Recomeçando a vida fora do país.

Recomeçando a vida fora do país.

Hoje temos uma colaboradora brasileira que mora fora do país, mais precisamente na Irlanda.  Administratora, casada com irlandês, encontrou a felicidade na maternidade aos 38 anos. Vamos aprender com sua história, como é sua alimentação, viver em uma cultura diferente, com produtos diferentes dos que temos aqui em um país tropical. Entenderemos um pouco mais sobre os seus costumes alimentares, pois boa parte do hortifruti consumido na Europa é importado, o clima e solo não viabilizam uma variedade grande de frutas e leguminosas.

Katiuscia Kavanagh está no país desde 2012 e ama a linda e fria ilha Esmeralda. O anseio por morar fora nasceu quando foi para Matchu Pitchu, Peru, comemorar seu aniversário. Em meio a crise dos 30, viu-se engolida pelo sistema. Trabalhando das 7h às 23h, com dois empregos e um mestrado, percebeu que queria realizar alguns sonhos de infância e adolescência como viajar, conhecer outras culturas, outras linguas, tentar viver com mais liberdade… Com a ajuda de um amigo que morava na Irlanda na época, conseguiu viabilizar a realização desse projeto.

“-Quando decidimos algo passamos a encontrar caminhos para realizar!”

“-Me dei conta que ainda não havia realizado sonhos simples e que me faziam brilhar os olhos. Um deles eu consegui, o de ser professora. Era a única coisa que me deixava realmente realizada”, afirma.

Depois de um longo voo cheio de conexões e sem falar nada mais do que “The book is on the table”, chegou a Dublin. Relata que se sentiu em casa. A sensação de felicidade, mesmo saindo do Brasil com quase 40 graus e chegando lá com media de -5 graus, estava extremamente feliz! Tudo era muito fascinante e ao mesmo tempo familiar.

Com alguns dias de adaptação, tudo foi se ajeitando, começou a estudar inglês, trabalhar, dividir apartamento com outras pessoas para otimizar custos, etc. Porém, existia uma única coisa que não se encaixava com seus habitos: a alimentação. No Brasil cresceu com sua mãe e familiares plantando legumes e vegetais na horta de casa, comendo frutas direto do pé, arrancando a cenoura da terra para comer, indo a feira, ou mesmo ao supermercado e comprando frutas frescas, cozinhando comida saudável, com sementes de linhaça dourada, chia, comida fresca, bolos e pães caseiros.

“Na Irlanda, tudo é diferente! Os brasileiros se acostumam a comprar produtos enlatados e a comer muito chocolate e doces, por serem produtos baratos e de fácil acesso”. Katiuscia não tinha esses habitos no Brasil. “-Feijão em lata? Nem pensar!”, resalva.

Aos poucos se rendeu aos hábitos irlandeses e assim como era no Brasil, voltou a rotina corrida. Sem tempo para viver seus sonhos, apenas trabalhar e estudar. Pior, estava com caixas de doces e chocolates no quarto, comendo por qualquer motivo: falta de tempo para cozinhar, quando sobrava tempo também não animava, comia coisas calóricas para dar energia de ir trabalhar e estudar, tudo virou desculpa para comer. Neste periodo pôde perceber que não estava cumprindo com seus objetivos:

“Deixei meus sonhos novamente em segundo plano e engordei alguns quilos por ter uma alimentação nada saudável.”

É interessante perceber o relato da brasileira sobre sua alimentação na infância. Aqui no Natural do Paiva nós procuramos utilizar verduras e legumes orgânicos para produção de nossos alimentos, assim como Katiuscia, nós temos a sensação nítida de nos aproximarmos da terra, do cheiro dela… Tudo fica mais rico em sabor. Utilizando-os nas refeições congeladas, por exemplo, acreditamos poder ajudar a criar um hábito mais saudável para nossos clientes, com comida nutritiva e saborosa.

Além de ser porcionada em um recipiente de 300g, o que lhe permite ver e mensurar o que está consumindo, existe um balanço ideal entre proteína, carboidrato e vegetais para cada refeição que preparamos. Todas as linhas de congelados foram analisadas por chefes de cozinha e nutricionistas, afim de atender as necessidades especificas de consumidor.

A preocupação que nossa correspondente teve em fugir dos habitos alimentares do Brasil ao se aventurar no exterior, ocorre aqui também. A maioria da população tem um horário turbulento entre trabalho, estudos, afazeres domésticos, família, etc, daí vem a nossa ideia de comida congelada. Sem fritura, baixa adição de sódio, sem lactose, nem glúten, as refeições do Natural do Paiva respondem muito bem a uma demanda que é realidade não só na Europa como nos grandes centros brasileiros. Comida saudável, armazenada em seu freezer, que com 5 minutos de microondas, ou banho-maria, volta ao frescor do momento em que foi feita. Essa é a saída para quem vive em um mundo agitado, e não quer perder os cuidados com a alimentação.

Nossa correspondente relata que na época trabalhava na cozinha de um hotel e observava com atenção o quanto a comida irlandesa era diferente da brasileira. Isso lhe trazia frustração, pois se considerava uma apreciadora de boa comida. Envolta de tantos pensamento sobre si mesma e o mundo, ela desejou dar início a uma trilha para a “liberdade”, planejou fazer o Caminho de Santiago, narrado no filme “The way”, de Emilio Estevez, “O caminho” em português. Ela raspou a cabeça e tentou começar a vida do zero, com uma longa caminhada de 800 km até a chegada a Santiago de Compostela, na Espanha (essa caminhada é um outra história que talvez a gente conte…).

Após dar aviso no emprego, preparar tudo para essa jornada, começou a se despedir dos amigos. Dublin é o lugar onde se tem mais Pubs na face da Terra, sempre tinha amigos para ver e motivos para celebrar todos os dias. Com o verão começando, em meados de maio, o sol aparece por mais tempo na Irlanda, das 4h da manhã até as 22h da noite. É intrigante ver como o humor muda, as pessoas parecem mais felizes.

Foi numa dessas noites de verão que Kavanah conheceu seu marido. Um irlandês apaixonado pela America do Sul, que já morou na Argentina e também conheceu todo o Brasil em viagens. Hoje casados e esperando um bebê para fevereiro de 2019, realizam juntos mais um sonho da estrangeira na famosa ilha Esmeralda, onde encontrou o amor.